quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Soluto - Programa para análise de tempo de boot

     
     Alguns dias atrás notei que meu PC estava mais lento para iniciar, parecia levar o dobro do tempo normal. Passei o antívirus para ver se não era alguma infecção, fiz checkdisk e defrag no HD e também removi alguns programas que tinha instalado anteriormente. Mesmo assim o PC continuou lento. Uma dica nestes casos é desabilitar programas na inicialização, mas como saber qual é o programa que está deixando a inicialização lenta? Depois que o micro já está rodando é só verificar no Gerenciador de tarefas quem é o programa que está utilizando muita CPU ou memória, mas durante a inicialização não temos como saber.

     Pesquisando na internet encontrei um software chamado Soluto - Anti Frustation Software cuja função é analizar toda a inialização dos serviços e aplicativos e o tempo de cada um. Este programa possui uma interface muito amigável e acredito ser muito útil para técnicos em manutenção. Você pode ver qual a porcentagem de tempo que um programa ocupa durante a inicialização. Veja na tela abaixo a primeira análise que eu fiz:


Primeira análise: 4 min e 13 seg.

     Podemos ver que o boot total levou 4:13 min (este é o tempo de todos programas carregarem, o PC já fica operacional antes que todos carreguem). O Soluto acusou 89 aplicações na inicialição e mostra uma linha de tempo com o tempo de cada programa. Passando o mouse em cima do programa temos informações detalhadas:

Linha de tempo com o tempo de cada aplicação na inicialização.

     Assim fica fácil descobrir o vilão, descobri inclusive um malware na inicialização, removi também aplicativos da HP que estavam sem uso e o resultado final pode ser visto abaixo:

Análise final: 1 minuto e 48 segundos de boot.

      O resultado final é muito bom, ao invés de eu ter ficado retirando aplicativos que ocupam apenas 0,5 segundos fui direto aos culpados. A próxima figura mostra que o VMware ocupa 36 segundos no boot o que corresponde a 32% do tempo de boot.

Visualização avançada de um aplicativo:VMware com 32% do tempo de boot.


     Como o VMware é um aplicativo que eu uso muito eu não o removi, caso contrário seria o primeiro a ser desinstalado. Caso não queira remover um programa, mas ainda assim queira reduzir o tempo de inicialição, observe, na figura acima, os botões Pause, Delay e In Boot. No meu caso o VMware está na opção In Boot, marcando a opção Pause o VMware só vai subir quando eu quiser usá-lo, marcando a opção Delay o VMware vai subir automaticamente depois da inicialização. Deixei o meu VMware In Boot já o tempo de boot já melhorou significativamente. Passou de 4:13 minutos para 1:48 minutos, bem melhor graças ao Soluto!

     Um vídeo bem divertido da Soluto sobre a idéia deles que vai além da análise do tempo, mas da apresentação de soluções para os problemas:




Soluto - Anti Frustration Software from Soluto on Vimeo.
 

     O Soluto também otimiza o tempo de inicialização dos browsers. Eu atualmente utilizo o Chrome, mas já tive problemas de lentidão com ele devido a uma extensão instalada. Mais uma excelente utilidade do Soluto, pois ele te mostra todos plugins e extensões de todos os browsers e permite desabilitá-los. Mostra informações sobre eles e estatísticas de quantos usuários já desabilitaram determinada extensão, visando facilitar a decisão de desabilitá-la ou não:

Otimização de inicialização de browsers.

     Recomendo o Soluto a todos técnicos ou mesmo aqueles que querem melhorar o desempenho do seu computador. No meu caso foi uma ferramenta muito útil!

     Maiores informações e download do software:

domingo, 6 de novembro de 2011

Soluções Microsoft para Monitoração e Gerenciamento de TI

     A Microsoft possui uma linha de produtos para monitoração e gerenciamento chamada de System Center. O objetivo do System Center é o gerenciamento dinâmico de TI, integrando e automatizando os serviços de gerenciamento para possibilitar uma maior visão estratégica da TI dentro das empresas.

     As empresas precisam de um ambiente de TI que se adapte rapidamente as mudanças visando uma ação mais próxima da TI com os negócios da empresa. O System Center captura e agrega conhecimento sobre a infra-estrurura, processos e práticas de modo que os profissionais de TI possam agir para fornecer melhores serviços e com menores custos.

     As soluções System Center da Microsoft monitoram e gerenciam ambientes físicos e virtuais de TI, desde data centers até computadores e dispositivos. Abaixo segue a lista das soluções System Center:

  • Configuration Manager 2007 R3: Utilizado para aumentar o conhecimento e o controle de  sistemas de TI, em ambientes físicos ou virtuais.
  • Operations Manager: Ajuda no aumento da eficiência das empresas permitindo um melhor gerenciamento de serviços.
  • Data Protection Manager 2010: Oferece proteção unificada de dados tanto para servidores quanto para computadores que utilizem Windows.
  • Virtual Machine Manager: Centraliza o gerenciamento da infra-estrutura de TI, possibilitando otimização dos recursos para virtualização.
  • Essentials 2010: Indicado para ambientes de TI de médio porte permite gerenciar de forma simples e eficiente toda infra-estrutura a partir de um único console.
  • Service Manager 2010: Oferece uma solução moderna para atender as necessidades de um Help Desk de TI.
  • Opalis: Organiza e integra as soluções System Center permitindo a interoperabilidade em um data center.
  • AVICode: Recomendada para gerenciamento de aplicativos .NET, permite uma visão completa do comportamento dos aplicativos.
  • System Center Advisor: Avalia as configurações dos servidores para possibilitar ao profissional de TI uma ação proativa.
     O System Center Essentials 2010, que é indicado para pequenas redes, facilita e muito o gerenciamento dos servidores, desktops e dispositivos. Esta e outras soluções utilizam MP's, ou Management Packs, que são configurações pré-definidas para monitorar servidores. Grande parte do sucesso na utilização destas ferramentas depende das definições dos alertas que devem ser configurados no monitor (monitor de utilização de memória, disco, processador, etc). O administrador de rede poderá então ter um forte aliado para monitorar seus servidores.

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Diferentes versões do Windows 2008 R2 Server

         O Windows 2008 R2 Server pode ser encontrado em diferentes edições, uma para cada aplicação específica.

         Segue abaixo a lista das edições:

    1. Data Center : Esta edição oferece uma plataforma para aplicações críticas, para uso corporativo e para virtualização em larga escala. Possui suporte de dois a 64 processadores.
    2. Enterprise: A edição Enterprise também é recomendada para aplicações críticas, possui as mesmas funcionalidades de edição Data Center com exceção da limitação de até quatro máquinas virtuais.
    3. Standard: Esta edição  tem suporte até 32GB de RAM e suporta até 4 processadores 64 bits. É uma versão que busca aumentar a confiabilidade e a flexibilidade da infra-estrutura de rede.
    4. Web Server: Edição específica para servidores web, integrando facilmente IIS 7.0, ASP.NET e .NET framework.
    5. HPC Server: HPC significa High-Performance Computing, é utilizado em ambientes altamente produtivos e permite escalonamento de milhares de núcleos de processamento.
    6. Itanium-Based Systems: Edição específica para utilização em hardware com suporte a arquitetura Intel Itanium. A tecnologia de virtualização deve ser de terceiros já que o Hiper-V não está disponível para a plataforma Itanium.
    7. Foundation: Edição para pequenas empresas com menos de 15 funcionários. Caso o número de usuários exceda o limite quinze, uma mensagem de aviso é exibida no console. É fácil de implantar e de baixo custo.
         Não achei muito fácil obter as características das edições do server, o site da Microsoft tem muito blá-blá-blá e pouca informação, mas para facilitar a escolha da edição do server podemos ver a tabela abaixo:


         A tabela acima mostra a comparação das principais características das edições do Windows 2008 Server, o que ajuda muito na escolha adequada para sua aplicação.

         Maiores informações:   http://www.microsoft.com/



      quinta-feira, 3 de novembro de 2011

      Instalações elétricas aparentes com Conduletes Top Tigre

       
           Instalações elétricas aparentes são feitas apenas em último caso, quando não existe outra alternativa para passagem de fiação e instalação de tomadas e interruptores. Neste caso é importante uma atenção ao acamento da instalação já que ela irá ficar aparente, cabendo ao instalador uma atenção especial quanto a estética além é claro da segurança da instalação.

           Uma alternativa para instalações aparentes é a utilização de conduletes Top  da Tigre. Outras opções são utilização de canaletas ou eletrodutos, mas aqui iremos focar na utilização dos conduletes.

           Os conduletes Top são utilizados para instalação elétrica de baixa tensão, telefonia e rede lógica, proporcionam um excelente acabamento e garantem proteção mecânica para a fiação. São de fácil instalação, pois as peças são de encaixe e tem diversas opções de utilização. Uma caixa 4x2 pode ser utilizada em diversas configurações bastando para isso retirar uma tampinha e colocar o adaptador para o condulete, sem necessidade de fazer rosca alguma.

       
           As montagens que fiz com estes conduletes Top da Tigre foram bem fáceis, utilizei conduletes de 3/4", mas existe de 1/2" e 1" também. As fotos mostram uma instalação feita dentro de um galpão e na área externa de uma residência (feita para esconder o cabo de um split que estava atravessado na parede).


           Nas figuras abaixo podemos ver a montagem de uma caixa com seus acessórios e as possibilidades de montagem:






           Maiores informações podem ser obtidas no site da Tigre no link:
      http://www.tigre.com.br/pt/produtos_linha.php?rcr_id=5&cpr_id=12&cpr_id_pai=4&lnh_id=33

      Consertando um caixa de som de micro!

        
           Neste post vou mostrar o reparo de um amplificador de caixa de som de micro, daquelas bem baratinhas, que muita gente nem acha que vale a pena arrumar, mas aqueles que gostam de fuçar em tudo aproveitam para se divertir. A caixa de som amplificada é de um kit barebone Dr. Hank. Ela estava funcionando normalmente quando passou a emitir chiados, ruídos, estalos, mesmo com o volume no mínimo.


      Foto do kit Dr. Hank Gavião Real composto por gabinete, teclado, mouse e caixas de som

           Pensei inicialmente se tratar de mau contato no cabo de áudio que liga o micro as caixas, pois quando eu mexia no cabo o ruído parava, porém logo voltava o ruído e este passou a ficar mais frequente, perdendo o áudio também. Notei também que desligando e religando a caixa o som voltava por uns instantes, depois voltavam os problemas.

           Abrindo a caixa procurei logo algum capacitor que pudesse estar vazando, inchado, mas nada feito. Também não encontrei nenhuma trilha quebrada ou solda fria. Coloquei limpa contatos no potenciômetro de volume, mas nada resolveu.
      Como o circuito é bem simples, apenas um circuito integrado e componentes discretos, suspeitei do circuito integrado. Colocando o dedo em cima do CI observei que ele estava bem quente, o que não é normal. Este aquecimento e o tipo ruído causado levam a crer que o CI estava defeituoso, então resolvi trocá-lo.

           O circuito integrado é um amplicador de áudio EX 2822, possui oito pinos, dois para a alimentação, dois para as saídas e quatro para as entradas.


         Circuito sugerido pelo fabricante no datasheet

            O circuito da figura acima é sugerido pelo fabricante do circuito integrado e amplamente utilizado neste tipo de caixa de som, pois com poucos componentes externos temos um amplificador completo.

            O datasheet pode ser encontrado no link:

      Datasheet TDA2822

           Para minha surpresa, após a troca do CI, continuou o aquecimento do integrado. Desconectei então os pinos 1 e 3 do integrado para isolar o estágio de saída do mesmo, pois possivelmente o estágio de saída estava drenando mais corrente do que deveria. Após a desconectar os pinos observei que o integrado ficava frio. Retirei então os capacitores da saída para medir com um capacímetro e, para minha surpresa, os dois capacitores estavam com valores alterados, de 220uF para 470uF. Os capacitores de 100nF estavam ok. Após a substituição dos dois capacitores de saída o áudio ficou ok e o CI permaneceu operando em temperatura adequada.



                   Foto circuito do amplificador

      Os capacitores trocados foram C6 e C7, que no esquema sugerido pelo fabricante são de 100uF e são conectados diretamente nos pinos de saída do CI pinos 1 e 3.

      O custo dos componentes foi:

      1- TDA2822 – R$ 1,00
      2- Capacitores de 220uFx16v – R$ 0,30

      Enfim, um reparo simples, barato e divertido que devolveu vida as caixas de som evitando que fossem parar no lixo, pelo menos por mais algum tempo.

      Fonte de alimentação C3 Tech 500R ve - Características

           Encontramos hoje uma grande quantidade de fontes de alimentação no mercado, mas uma grande quantidade de problemas também. Utilizei muitas fontes de baixo custo para montar microcomputadores e posso diser que elas não duram muito tempo. Usei fontes que duraram de um mês a seis meses e depois disso resolvi não economizar mais em fontes. Vale a pena pagar um pouco mais caro para ter um produto que dure mais.

           Uma fonte que tem se saído bem em testes e que estou utilizando atualmente são da C3 Tech. Recomendo as de 400W para cima, pois é sempre bom deixar a fonte trabalhando folgado, uma fonte que é menos exigida esquenta menos e certamente irá durar mais.

           Quando você for adquirir uma fonte para PC preste atenção no seguinte:

      - Qual a potência real da fonte? Uma potência real de 400W é mais do sufiente para um micro comum.
      - A fonte é silenciosa ou é daquelas que vai ficar incomodando?
      - Quais os tipos de proteção a fonte possui? Procure sempre fontes com proteção contra curto-circuito, sobretensão, sobrecorrente e sobrepotência.
      - A fonte é bivolt ou possui chave seletora? Dê preferência para fontes bivolt.
      - Qual a eficiência da fonte? Procure fontes com 80% de eficiência ou mais.
      - Verifique também a quantidade de conectores que a fonte apresenta.
      - Dê preferência para fontes com PFC ativo.


                       Fonte C3 Tech 500R ve
      Vamos listar as características da fonte de 500w reais (segundo o fabricante) cujo nome do modelo é 500R ve (ve de video edition), vista na foto acima. Segue a lista abaixo:
      • Cor: Preta
      • Padrão: ATX 12V 2.2
      • Ventilador: 140 mm
      • Potência Combinada Operacional: 500W
      • Potência Combinada Máxima: 580W
      • Faixa de Temperatura Operacional: 0 a 50 °C
      • PFC: Ativo
      • Eficiência mínima: 80%
      • Tipos de Proteção: curto circuito, sobretensão, sobrecorrente e sobrepotência
      • Conector: MB ATX 24p
      • Quantidade Conectores IDE:  5
      • Quantidade Conectores SATA: 4
      • Quantidade Conectores PCI-e (6 pinos): 2
      • ATX: 1 conector ATX 12V 8 (4+4) pinos
      • Entrada AC: 100~240V AC automático
      • Chave Seletora: Não
      • Garantia: 1 Ano
      • Dimensão do Produto (LxAxP): 150 x 86 x 160 mm
      • Dimensão da Embalagem (LxAxP): 250 x 96 x 163 mm
      • Peso da Embalagem: 160g
      • Peso do Produto: 1,838kg
      Pelas caraterísticas acima podemos ver que esta se trata de uma fonte recomendável, na prática ela também tem se comportado muito bem. Um teste desta e de outras fontes pode ser visto no Clube do Hardware:

      http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1974

      Maiores informações no site do fabricante:

      http://www.c3technology.com.br/

      Como funcionam os ataques DoS e DDoS

         
           Atualmente é muito comum vermos notícias de sites que ficaram fora do ar por ataques de Hackers. Grandes empresas, sites do governo e alguns sites cujas ideologias vão contra os princípios da comunidade hacker são os principais atacados. Um exemplo recente foi um ataque ao site da Petrobrás onde foi utilizada negação de serviço. Segundo o grupo hacker que reivindicou a ação o motivo do ataque foi a atual política de preços dos combustíveis exercida pelo governo. Outro exemplo recente foi o ataque a administradora de cartões de crédito MasterCard que ocorreu após a empresa ter cancelado o envio das doações para o site WikiLeaks.

           Os ataques de negação de serviços, DoS (Denial of Service), utilizam técnicas que sobrecarregam os servidores onde os sites estão hospedados. A idéia é inundar o servidor com milhões de requisições de maneira que o site fique inacessível ou “fora do ar”. Assim os usuários que precisam utilizar os serviços não conseguem acesso ao site o que causa sérios prejuízos para usuários e empresas.

          Os administradores de rede precisam de ferramentas que identifiquem estes ataques e bloqueiem o acesso dos IPs que estão sobrecarregando o servidor. O problema é que muitas vezes os ataques vêm de milhares de máquinas espalhadas pelo mundo, máquinas de usuários comuns. Estas máquinas de usuários comuns estão infectadas por vírus ou trojans que iniciam os ataques a partir de comandos dos hackers, assim milhares de máquinas enviam requisições para um mesmo site ao mesmo tempo. Os servidores por mais robustos que sejam não suportam tamanha quantidade de requisições. Este tipo de ataque é um DoS em grande escala e é conhecido como DDoS (Distributed Denial of Service).

           Algumas ferramentas utlizadas em DDoS são Fabi Trank, Shaft TFN, TFN2K e TRIN00. Estas ferramentas foram desenvolvidas para iniciar ataques de diversos tipos: UDP flood, SYN flood, ICMP flood e TCP flood. Com o TFN (tribble flood network) pode-se forjar os endereços IPs de origem dificultando ainda mais o reconhecimento das máquinas atacantes. Algumas destas ferramentas utilizam criptografia entre o atacante e seus masters, os masters, por sua vez, controlam as máquinas infectadas (agentes) para iniciar um ataque. Os masters podem atualizar os clientes  inclusive apagando  sua imagem e substituindo por novos códigos.

           A prevenção aos ataques passa pela utilização de IDS e filtros de pacotes que detectam e bloqueiam os IPs atacantes. Os sistemas de segurança têm que reconhecer quando um IP envia muitos pacotes fora do padrão ou com tamanho fora do normal. Algumas empresas de segurança criam redes com computadores por todo o mundo que servem para dividir o ataque e agüentar melhor o ataque do que se fosse uma única rede.